Infarto agudo do Miocárdio – IAM

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Olá, pessoal! Como estão os estudos?! Hoje iremos abordar o infarto agudo do Miocárdio – IAM. Primeiro, veremos as recomendações e, em seguida, vamos relembrar o tratamento do IAM para suporte avançado de cardiologia.

Atenção para as recomendações da AHA. Há grande chance de estes tópicos serem cobrados na sua prova:

1. o ECG pré-hospitalar de 12 derivações deve ser realizado imediatamente em pacientes com suspeita de Síndrome Coronariana Aguda – SCA.

2. Profissionais treinados não médicos podem fazer a interpretação do ECG para determinar se o traçado mostra evidências de IAMST.

3. Pode-se usar a interpretação do ECG assistida por um computador em conjunto com a interpretação por um médico ou profissional treinado para reconhecer o IAMST.

4. A notificação do hospital receptor e/ou a ativação pré-hospitalar do laboratório de hemodinâmica devem ocorrer para todos os pacientes com IAMST que tenham sido identificados no ECG pré-hospitalar.

5. Quando a fibrinólise pré-hospitalar estiver disponível nas unidades de tratamento do IAMST e for possível fazer o transporte direto a um centro de ICP, deve-se dar preferência à triagem pré-hospitalar e ao transporte direto ao centro de ICP, por haver uma redução de hemorragia intracraniana. Contudo, não há nenhuma evidência de benefícios de uma terapia sobre a outra em termos de mortalidade.

6. Em relação a pacientes adultos com IAMST no serviço de emergência sem capacidade de realizar ICP, deve-se removê-los para um hospital com centro de ICP em vez de fibrinólise imediata no hospital. Se o tempo de remoção não for hábil, recomenda-se a fibrinólise. Caso seja feita a fibrinólise, deve-se realizar imediatamente uma angiografia de rotina nas primeiras 3 a 6 horas e até 24h.

7. A administração da heparina não fracionada no ambiente pré-hospitalar não mostrou oferecer benefícios adicionais em comparação com a administração no hospital.

8. O uso de oxigênio só é benéfico quando a saturação de O2 estiver menor que 94% (ou seja, hipoxemia).

Atendimento da SCA – Diretrizes da SBC

O atendimento do IAM pela SBC inclui os seguintes tópicos:

Administração de Oxigênio

É indicada sua administração rotineira em pacientes com saturação de oxigênio < 94%, congestão pulmonar ou na presença de desconforto respiratório. Quando utilizada de forma desnecessária, a administração de oxigênio por tempo prolongado pode causar vasoconstrição sistêmica e aumento da resistência vascular sistêmica e da pressão arterial, reduzindo o débito cardíaco, sendo, portanto, prejudicial.

Tratamento da Dor (Morfina)

O uso da morfina endovenosa diminui o consumo de oxigênio pelo miocárdio isquêmico, provocado pela ativação do sistema nervoso simpático. Tratamento da dor e ansiedade no IAM: morfina ou meperidina (Dolantina® como 2ª opção). Em caso de ansiedade muito forte, pode-se usar Diazepam (mas não de rotina).

Nitratos

Os nitratos são muito utilizados no atendimento da dor torácica. O mais comum é o isordil, para reversão de eventual espasmo e/ou para alívio da dor anginosa.

Ácido Acetilsalicílico

Único anti-inflamatório indicado rotineiramente para todos os pacientes com suspeita de IAM, eventualmente como automedicação, exceto nos casos de contraindicação (alergia ou intolerância ao medicamento, sangramento ativo, hemofilia e úlcera péptica ativa).

É o antiplaquetário de eleição a ser utilizado no IAM.

A dose recomendada é de 160 mg a 325 mg de forma mastigável quando do primeiro atendimento, ainda antes da realização do ECG.

Hipotermia Terapêutica

Estudos recentes em pacientes com IAMCST encontrados comatosos pós-parada cardíaca pré-hospitalar causada por FV ou Taquicardia Ventricular (TV) sem pulso demonstraram melhora neurológica e redução da mortalidade hospitalar com o uso imediato da hipotermia.

Enzimas Cardíacas

Vamos resumir as enzimas cardíacas de forma objetiva? Essas enzimas são liberadas na corrente sanguínea quando ocorre a necrose das células cardíacas por rompimento da membrana dessas células e podem ser detectadas pelo exame de sangue. Atualmente são coletadas 4 enzimas (mioglobina, CKMB e troponina I e T).

Observando o tempo de ação das enzimas cardíacas, podemos perceber em que momento elas são mais úteis no diagnóstico do IAM.

Vamos explicar a tabela anterior.

Observe que a mioglobina é a primeira enzima a se elevar, porém não é específica, ajuda no diagnóstico precoce e, como seus níveis reduzem rapidamente, ela também é boa para detectar reinfartos.

Na sequência, ocorre aumento da CK-MB, que não é muito específica, mas, na ausência da troponina, deve ser utilizada.

As troponinas (T e I) são as enzimas mais específicas das células cardíacas e, dessa forma, são padrão ouro para o diagnóstico do IAM, porém demoram para reduzir os valores e, na presença de reinfarto, não são úteis.

Então, por hoje é isso, pessoal! Espero que gostem das nossas dicas, continuem no foco dos estudos! Até a próxima!

Fernanda Barboza

Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal da Bahia e Pós-Graduada em Saúde Pública e Vigilância Sanitária. Atualmente, servidora do Tribunal Superior do Trabalho, cargo: Analista Judiciário- especialidade Enfermagem, Professora e Coach em concursos. Trabalhou 8 anos como enfermeira do Hospital Sarah. Nomeada nos seguintes concursos: 1º lugar para o Ministério da Justiça, 2º lugar no Hemocentro – DF, 1º lugar para fiscal sanitário da prefeitura de Salvador, 2º lugar no Superior Tribunal Militar (nomeada pelo TST). Além desses, foi nomeada duas vezes como enfermeira do Estado da Bahia e na SES-DF. Na área administrativa foi nomeada no CNJ, MPU, TRF 1ª região e INSS (2º lugar), dentre outras aprovações.

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