Eu, farmacêutico e residente?

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A profissão farmacêutica vem crescendo e se delineando a cada ano que passa. Desde a publicação da Política Nacional de Medicamentos e, em seguida, da Política Nacional de Assistência Farmacêutica, as atribuições do profissional têm sido consubstanciadas. Os vários papéis da Farmácia abrem espaço para diferentes perfis de pessoas atuarem no ciclo de assistência, e isso traz como consequência a necessidade de se diferenciar para alcançar um bom posicionamento profissional.

Entre as diversas estratégias que podem ser aplicadas para conseguir a singularidade no mercado, a especialização é a mais tradicional. Investir tempo, dinheiro e esforços para qualificar-se em determinado campo, a fim de dominar a área escolhida é bastante comum para o Farmacêutico nesse contexto. Tendo isso em vista, a residência é uma das inovações formativas mais revolucionárias destes últimos anos.

Mas…. O que é e como funciona esse processo?

Residência é um programa pedagógico fundamentado em aprendizado prático (com uma parte minoritária de teoria), em que o profissional que é aprovado em um processo seletivo prévio se submete ao regimento do programa (carga horária, atribuições, rodízio entre setores, supervisão a preceptores, aulas, elaboração de projetos e avaliações), que permite que ele tenha subsídios suficientes para sair do período de residência “expert” naquela área. Esse trabalho é observacional e prático, ou seja, o residente aprende lado a lado com um preceptor, vendo como se executam as tarefas do profissional já especialista e, ao mesmo tempo, tem ali a oportunidade de colocar a mão na massa e atuar de fato!

Além disso, a boa notícia é que esses programas geralmente contam com bolsas remuneratórias que são bastante interessantes, especialmente ao profissional recém-formado (média de 3 a 5 mil reais ao mês)… Esse auxílio permite que o residente se dedique exclusivamente a essa especialização, por isso essa é uma condição imposta ao entrar no programa (dedicação exclusiva). Porém, ao final do tempo (aproximadamente 2 anos) o Farmacêutico conclui essa etapa como especialista naquela área. Ou seja, ao invés de pagar mensalidades caríssimas para se especializar de forma apenas teórica, com aulas quinzenais (perfil normalmente adotado em especializações tradicionais), o profissional é remunerado para aprender de forma prática e, de quebra, iniciar seu network no mundo farmacêutico!

E como participar?

Como mencionei, o candidato à residência deve passar por um processo seletivo de acordo com a especialidade que ele deseja, como, por exemplo: terapia intensiva, oncologia, cardiologia, saúde da criança, saúde do idoso, entre outros. Esse processo depende da instituição que oferece o programa e das regras impostas no edital. Normalmente é realizada uma prova teórica (de conhecimentos específicos da área) e análise de currículo… Porém, essa forma de avaliação pode variar bastante, e, para regulamentar tudo isso, existe uma comissão chamada “Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde”, que é coordenada tanto pelo Ministério da Saúde quanto pelo Ministério da Educação. Essa comissão avalia os programas de Residência Multiprofissional em Saúde, de acordo com os princípios e diretrizes do SUS, credencia os programas, registra certificados dos programas… Ou seja, tudo bem estabelecido e organizado, garantindo credibilidade à sua formação.

Vale a pena comentar ainda que o fato de se dedicar à residência não te afasta de uma boa preparação para concursos, muito pelo contrário, as disciplinas envolvidas nas provas para residência (lembrando que os editais saem todos os anos) são bastante similares aos editais de concursos públicos. Com um bom planejamento e estratégias, você consegue alinhar esses dois projetos sem ter que abandonar nenhum.

Bom, então é isso, colegas! Espero que aqui tenhamos refletido um pouco como podemos ir muito além do que a maioria das pessoas fazem, recebendo e não pagando para se aperfeiçoar, e, como consequência, obter um certificado de especialista por uma instituição renomada, o que certamente será o diferencial que você precisa para ocupar o seu lugar ao sol!

Pollyana Lyra – Farmacêutica, Especialista em Farmacologia, Professora Universitária e Analista da Fundação Hemocentro de Brasília.

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