A Água e os Distúrbios Hídricos

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Olá, pessoal! Vamos revisar hoje sobre a água e os distúrbios hídricos que podem ocorrer por causa dela. Fiquem ligados nas nossas dicas. Separamos esse material para auxiliar os seus estudos! Vamos lá!

A água do organismo provém de duas fontes principais: a ingestão de líquidos e a água contida nos alimentos, além da água liberada pela oxidação dos carboidratos.

As alterações da água consistem, principalmente, pela desidratação, quando há perda excessiva de líquidos do organismo, ou, ao contrário, pela hiperidratação, quando há oferta excessiva de líquidos ao organismo. Vamos revisar as funções da água no nosso corpo? Tudo na nossa vida deve buscar o equilíbrio, e assim é com a água do corpo. O ideal é manter o equilíbrio na quantidade de água.

O paciente hiperidratado pode apresentar edema de face ou generalizado, ascite (edema no abdome), derrame pleural, insuficiência respiratória, delírio e convulsões ou outras manifestações neurológicas.

Por outro lado, o paciente desidratado pode evoluir para choque hipovolêmico.

Para que ocorra a migração da água entre os diferentes compartimentos do nosso corpo, depende da concentração dos eletrólitos para que o equilíbrio hídrico do organismo seja mantido.

Transporte de Água

O plasma e o espaço intersticial trocam água através das membranas capilares. O interstício e o interior das células trocam água por meio das membranas celulares. As proteínas do plasma são um importante regulador da quantidade e da distribuição de água, em virtude da pressão oncótica exercida pelas suas macromoléculas.

  1. (CESPE/AL/2005) Na região Nordeste, o risco de morte por diarreia em crianças com menos de cinco anos de idade é cerca de 4 a 5 vezes maior que na região Sul, chegando a representar 30% do total de mortes no primeiro ano de vida. A diarreia, que, muitas vezes, não é valorizada pelos adultos, pode levar a criança a atrasos no crescimento e no desenvolvimento neurológico, ou mesmo à morte. Quando essa enfermidade é causada por agente infeccioso ou por parasita espoliante, pode ocorrer desidratação. A criança desidratada apresenta olhos encovados, fontanela deprimida, saliva espessa ou ausente e diurese diminuída e de cor escura. Se a criança não for atendida rapidamente, esses sinais podem agravar-se e ela pode chegar ao óbito por choque hipovolêmico.

Tendo como referência o texto acima, julgue os itens subsequentes.

Entre as principais causas de desidratação, incluem-se ingestão insuficiente de líquidos, vômitos, diarreia desmedida e excessiva ingestão de proteínas. 

Certo.

O CESPE adora adicionar informações soltas na questão que deixam o candidato em dúvida. Quero reforçar com você que a ingestão excessiva de proteína pode ocasionar desidratação, além das outras causas a que a questão se referiu. O excesso de proteína causa desidratação porque a ligação química que une um peptídeo a outro os desidrata. As proteínas que ingerimos são quebradas em peptídeos individuais. Com isso, ocorre o processo inverso, ou seja: hidratação. A digestão de grandes quantidades de proteínas consome muita água, por isso a questão está correta!

É necessário manter o equilíbrio dinâmico controlado pela interação de mecanismo de regulação. Esse equilíbrio é verificado pelo balanço hídrico, diferença do líquido que entra e sai do corpo.

  1. (INAZ/2016) O balanço hídrico é o controle do saldo entre líquidos (volumes) administrados e líquidos eliminados. Sobre o balanço positivo é correto afirmar que

a) o volume eliminado é menor do que o administrado.

b) o volume administrado é menor do que o eliminado.

c) o volume eliminado é igual ao administrado.

d) há perda excessiva de líquidos.

e) o organismo perde todos os líquidos administrados. 

Letra a.

O balanço hídrico será positivo quando o líquido administrado for maior que o líquido eliminado. Os movimentos hídrico e eletrolítico ocorrem no líquido extracelular (LEC), levando alimentos para as células do corpo e recebendo os produtos residuais. Esse transporte de líquido e de eletrólito funciona mediante mecanismos de transportes diferentes, dentre eles: osmose, difusão, filtração e transporte ativo.

Vamos revisar esses conceitos? Distúrbios da Distribuição dos Líquidos: Hipovolemia e Hipervolemia

Hipovolemia: é o estado de diminuição do volume sanguíneo, mais especificamente do volume de plasma sanguíneo. Pode ser brando, moderado e grave. A hipovolemia se manifesta por perda de volume sanguíneo, como nas hemorragias, ou perda de volume por meio de vômitos e diarreia.

As manifestações clínicas podem ser: perda de peso, hipotensão postural, aumento da frequência cardíaca, aumento da temperatura, sede, náuseas e câimbras.

O tratamento da hipovolemia consiste na reposição volêmica com solução isotônica SF0,9%, avaliação do BH, controle do peso e dos sinais vitais. Em casos mais graves, é necessário uso do cateter central para que possa ser verificada a Pressão Venosa Central (PVC). Na hipovolemia, a PVC encontrará baixa. Além disso, a hipovolemia pode alterar o nível de consciência com confusão e coma, devendo ser monitorado esse aspecto.

  1. (CESPE/TJ-RO/2012) Pacientes com sinais de desidratação devem receber infusão de soro fisiológico até atingir uma boa perfusão periférica e renal.

Certo.

A água tem diversas funções importantes no corpo. Quando o paciente apresenta déficit de volume hídrico, é necessário hidratação venosa com solução fisiológica. O sinal de melhoria da desidratação é a perfusão renal e, dessa forma, medir o débito urinário desse paciente é fundamental.

  1. (UFBA/2014) A hipovolemia é um distúrbio hidroeletrolítico que pode decorrer de diarreia, sudorese, ingesta diminuída de líquido e obstipação.

Errado.

A hipovolemia não leva à obstipação. A hipovolemia é caracterizada pela perda de grande quantidade de volume sanguíneo e/ou líquidos, principalmente plasma, que pode levar à morte em poucos minutos.

Sintomas: o paciente apresenta queda da pressão arterial, aumento da frequência cardíaca e respiratória, membros frios, pele gelada e pálida, fraqueza e cansaço excessivo, área capilar dilatada, hipersudorese, colapso venoso, ansiedade e nervosismo, alterações posturais, instabilidade hemodinâmica e deterioração do estado mental.

  1. (IBFC/2014) Um homem, vítima de acidente automobilístico, sofreu múltiplas lesões e apresentou Parada Cardiorrespiratória (PCR) por hipovolemia. Nesse caso, a equipe deve identificar e tratar o paciente com:

a) Oxigênio.

b) Volume.

c) Bicarbonato de Sódio.

d) Aquecimento. 

Letra b.

O tratamento da hipovolemia consiste em cuidar do problema de base, que faz com que o paciente perca líquido, e, também, repor o líquido perdido.

  1. (CESPE/2010) O controle hídrico em pacientes críticos é de suma importância para adequar sua demanda metabólica. Acerca desse assunto, julgue o próximo item.

A correção da hipovolemia visa manter a oferta de oxigênio aos tecidos, sobretudo pelo aumento do débito cardíaco e da pressão arterial. 

Certo.

O aumento do débito cardíaco ocorrerá com administração de volume.

Hipervolemia: é o aumento anormal do volume de sangue de um indivíduo. A causa pode ser retenção anormal de água ou sobrecarga volêmica após hidratação venosa com volume exagerado ou infusão rápida.

A hipervolemia pode estar associada a algumas patologias, como a insuficiência cardíaca congestiva (ICC) e insuficiência renal aguda (IRA), cirrose hepática, terapia com corticoide, aumento do hormônio aldosterona, dentre outras situações.

Manifestações clínicas: edema, jugular distendida, taquicardia, pressão arterial (PA) aumentada, peso aumentado, dispneia e débito urinário aumentado.

Tratamento: interromper infusões, uso de diuréticos e restrição de líquido e sódio.

Por hoje é só, pessoal. Espero que com este artigo vocês tenham lembrado alguns termos importantes que às vezes passam despercebidos.

Até a próxima!

Fernanda Barboza

Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal da Bahia e Pós-Graduada em Saúde Pública e Vigilância Sanitária. Atualmente, servidora do Tribunal Superior do Trabalho, cargo: Analista Judiciário- especialidade Enfermagem, Professora e Coach em concursos. Trabalhou 8 anos como enfermeira do Hospital Sarah. Nomeada nos seguintes concursos: 1º lugar para o Ministério da Justiça, 2º lugar no Hemocentro – DF, 1º lugar para fiscal sanitário da prefeitura de Salvador, 2º lugar no Superior Tribunal Militar (nomeada pelo TST). Além desses, foi nomeada duas vezes como enfermeira do Estado da Bahia e na SES-DF. Na área administrativa foi nomeada no CNJ, MPU, TRF 1ª região e INSS (2º lugar), dentre outras aprovações.

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